domingo, 10 de fevereiro de 2008

nada pra mim

Eu não quero cantar pra ninguém a canção que eu fiz pra você, que eu guardei pra você...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Love In The Afternoon

Dolorido sentimento maternal que envolve a profissão do professor....
E qdo os filhos se vão, levam consigo parte de nós.
Lu, até a próxima vez...


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É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora, cedo demais

Quando eu lhe dizia: - me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse: - eu gosto de você também
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
dia de chuva, dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer

- Vai com os anjos, vai em paz
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade
Até a próxima vez, é tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você e de tanta gente
Que se foi cedo demais


E cedo demais eu aprendi a ter tudo que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto eu não sei dizer

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora

Só que este ano o verão acabou
Cedo demais.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Cortei o dedo...

Cortei o dedo quando você se foi
E ainda não sarou
Só quando você voltar, meu amor
Aí eu paro de sangrar

Rita Ribeiro

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Estranho

Como nos são estranhas as pessoas, como somos tolos em achar que as conhecemos e que são parte de nós.
Como, se são produto das circunstâncias? Como, se ao trocar de turno trocam junto sua essência?
Somos sabedores dos seus hábitos, gostos, suas angústias... mas até quando? Até vê-las partir e esperar que o tempo mostre quem de fato são... estranhas!
Mais estranho é o sentimento de desconhecer o que julgávamos conhecer tão de perto.
É a perda do que nunca tivemos?
É.. deve ser!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Nada sei

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber...

Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...

Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar...

Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só prá me afogar...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo
Me deixar passar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cem anos de solidão....

Um texto que sempre releio qdo quero, sobretudo, entender a difícil relação que tenho com o tempo.Ele nos leva a um mundo soberbo, onde “o tempo não passa, ele gira em circulos”, como dizia Ursula.
Neste conto miraculoso de Gabriel, temos mortos que vivem, chuva de flores amarelas, borboletas que dizem quando alguem irá aparecer, temos o conhecimento do esbanjamento, guerras, chacinas, esquecimentos de uma populaçao toda, temos o final da estirpe de um familia que de acordo com o velho cigano Melquiades so poderia ter passado pela Terra, apenas por cem anos de solidao, onde o primeiro dos Buendia morre debaixo de um castanheiro e o ultimo morre comido por formigas carnivoras.
Márquez me mostrou como um mundo das fabulas é bonito e tao ficticio que as vezes nos faz querer migrar para esta terra longiqua que este grande “conto de fadas”.
Não posso relatar partes do livro, porque esta familia dos Buendias nos atrapalha com seus nomes sempre iguais e com estorias de que depois de lido o livro não sabemos quem é quem e se realmente todos não são apenas um…
Realmente não tenho o que falar, só posso elogiar, faltam-me palavras para relatar tamanha grandeza passada para mim nesta poesia de Gabriel Garcia Márquez.
Fica aqui dito que a pessoa que morre sem conhecer a “poesia fabulosa” Gabriel Garcia Márquez merece voltar à vida para le-lô.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Quem te viu, quem te vê

Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer

Quando o samba começava, você era a mais brilhante
E se a gente se cansava, você só seguia adiante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer

O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer

Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer

Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista

Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer