Todo dia é só mais um dia
Se é longe de você
Todo tempo é só essa espera
Se eu não puder te ver
Mas se é pra te ver chorar
Nem pensar
Melhor deixar pra lá
Mas se é pra te ver chorar
Nem pensar
Melhor sentir saudades e deixar
O tempo consertar
O que der pra consertar
Do que ainda resta de nós.
O que há de ser será, qualquer dia
Mas o que haverá de ser
Nem a brisa vem soprar nessa espera
Tudo espera por você
Deixa a chuva desabar, nessa espera
Deixa a mágoa desmanchar, nessa espera
Deixa a água carregar, nessa espera
Toda a raiva que restar, nessa espera.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Nessa espera
quarta-feira, 5 de março de 2008
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência.
Pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência
domingo, 10 de fevereiro de 2008
nada pra mim
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Love In The Afternoon
E qdo os filhos se vão, levam consigo parte de nós.
Lu, até a próxima vez...
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É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora, cedo demais
Quando eu lhe dizia: - me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse: - eu gosto de você também
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
dia de chuva, dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer
- Vai com os anjos, vai em paz
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade
Até a próxima vez, é tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você e de tanta gente
Que se foi cedo demais
E cedo demais eu aprendi a ter tudo que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto eu não sei dizer
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano o verão acabou
Cedo demais.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Cortei o dedo...
E ainda não sarou
Só quando você voltar, meu amor
Aí eu paro de sangrar
Rita Ribeiro
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Estranho
Como, se são produto das circunstâncias? Como, se ao trocar de turno trocam junto sua essência?
Somos sabedores dos seus hábitos, gostos, suas angústias... mas até quando? Até vê-las partir e esperar que o tempo mostre quem de fato são... estranhas!
Mais estranho é o sentimento de desconhecer o que julgávamos conhecer tão de perto.
É a perda do que nunca tivemos?
É.. deve ser!
domingo, 27 de janeiro de 2008
Nada sei
Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber...
Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar...
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...
Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar...
Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só prá me afogar...
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo
Me deixar passar
Errando
Enquanto o tempo me deixar...