quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O futuro da educação do MA a passos de tartaruga
domingo, 18 de setembro de 2011
Remédio dominical
E esse reencontro me transportou a um domingo reflexivo e melancólico em que se costuma repensar a própria vida e nas escolhas que tem sido feitas e em outras que não partiram de escolhas conscientes, mas de circunstâncias...
Daí à frente este dia foi dedicado a tentar entender como é imensurável nossa capacidade de doação sejam lá os motivos que tenhamos.... E como são incalculáveis nossas perdas quando essa doação vem atrelada a um sonho de uma possível contrapartida.
Sem que tenha partido de uma escolha consciente, neste dia meus pensamentos, minha admiraçao, minha comiseração, meu carinho, meu instinto protetor e materno, minha necessidade de encontrar caminhos e respostas e todos os outros sentimentos que moram em mim e que são essencialmente humanos foram involutariamente de uma única pessoa.
Um ser humano de muitos sentimentos e que tive o (des) prazer de conhecer muitos deles... E por isso me cerca uma montanha-russa de emoções que repelem ou atraem de forma quase esquisofrênica...
E isso é intrigante pq nos dois casos só uma vontade me domina: incorporar um tanto essa Angélica do Chico... mas numa ridícula paráfrase eu questionaria não a mulher, mas o homem...
"Quem é esse homem
Que canta sempre esse estribilho?
Quem é esse homem
Que canta sempre esse lamento?
Quem é esse homem
Que canta sempre o mesmo arranjo?"
Com o coração em frangalhos e completa impotência... volta a Angélica com a única coisa que realmente desejei neste dia:
"Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar"
Indiferentes a toda essa escuridão, muitos seguem e julgam ser a omissão o tão cobiçado caminho da felicidade.
sábado, 14 de maio de 2011
Jacqueline
Jacqueline, Jacqueline
Quantas guerras você luta?
Jacqueline, Jacqueline
Quer ajuda?
Jacqueline, Jacqueline
Você anda tão cansada
Jacqueline, Jacqueline
Vá para casa...
Como é Jacqueline?
Brigar com quem nem liga
Para si e para os outros
Jacqueline, Jacqueline
Que sufoco!
Quando será?
Que você vai se deitar
E pegar cedo no sono
Quando será?
Que alguém vai lhe amar
De uma forma justa e boa
Quando será?
Que você vai sentir-se beijada
Muito além da sua boca
Quando será?
Que alguém descobrirá
Que sua alma é tão bonita
Quanto às curvas sinuosas
De seu corpo jovem e solto
Quando, quando será?
Que você vai batalhar
Por alguém que valha a pena
Ouvi dizer por aí
Que os professores
Estão capitulando
Recuando de mãos vazias
Jacqueline, Jacqueline
Que agonia
Por que Jacqueline?
Tanto conflito
Em você mesma
Eu sei que ser sozinho-acompanhado
Deve ser dureza
Que tal
Pensar em nada
Por hoje
Chegar à varanda
Abrir as cortinas
Cabelos soltos
E quedar-se
Vendo algum outro
Instante fugaz
De realidade
O mundo é pesado
Para todos
E se seu rosto anda marcado
Com olheiras
Você mesma
Grita por si
Sua mente
É guerreira
Contudo
Seu corpo
É de osso
Carne
E canseira
Como qualquer outro corpo daqui
Desejo-lhe a paz
Em todos os idiomas
Que você saiba
Desejo-lhe o amor
Em todas as cores
Que lhe caibam
Desejo-lhe saúde
Por que atitude
Você já tem
Desejo-lhe o bem
Por que justiça, logo vem
Desejo-lhe manhãs de sol
E de chuvas também
Desejo-lhe rotina
E viagens pelo mundo
Desejo-lhe tudo
Que não seja indecoroso
Desejo-lhe qualquer coisa
Que a faça feliz
E depois de rir, desejo-lhe bis
Por que seu riso é bonito
Desejo-lhe o simples e incrível
Jacqueline, Jacqueline
Quantas guerras você luta?
Jacqueline, Jacqueline
Quer ajuda?
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A seleção e o ditador.
Ora Getúlio, ora generais.
Ganhou apenas em 1970.
Silenciosamente.
Os gols de uma geração genial calando os gritos do porão.
Perdeu em todas as outras.
Durante os anos de chumbo.
O futebol brasileiro foi visitado pela Inglaterra e pela Rainha.
Pelos alemães com seu Kaiser.
Países democratas.
Os quais pouco se importavam das torturas e censuras nacionais.
O importante era a bola e as chuteiras imortais.
Hoje, o Brasil deu o troco.
Por alguns milhões de euros.
O Brasil referendou uma ditadura corrupta.
Um país que se libertou do chão miserável do apartheid.
E foi tungado por seu libertador.
Um economista marxista que manda calar quem discorda de suas palavras.
Um ditador que se tatuou no poder desde 1980.
Pois é.
A seleção se locupletou no país da AIDS.
O verde-amarelo desfilou na terra da fome.
A CBF desceu ao último degrau da democracia.
2 de junho de 2010.
O dia infame da seleção brasileira e do ditador...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O início, o meio e o fim
Curiosa que sou, claro, fui checar (as ediçoes anteriores são abertas na rede, caríssimos seguidores) E advinha? Uma não tão breve abordagem sobre os mecanismos do AMOR didaticamente dividido: Amor-o início; Amor-o meio; Amor-o fim. rs
Piegas? Talvez não. A mim parece mais uma tentativa de explicar o que é tão cotidianamente claro, mas que escolhemos não entender. Rejeitamos a condição cíclica e circunstancial da vida e preferimos idealizar o que nossa natureza, nossa condição antropológica não queria (e não quer!): O mito romântico de amor eterno. Ainda assim, idealizamos a família do comercial de margarina e o "para-sempre-incondicional" dos enlatados americanos.
Nem tão piegas assim, mas repetitivo tentar, com a ciência (por merecedora de crédito), nos fazer entender o início, o meio e o fim, tecnicamente traduzidos em o paraíso, a calmaria e o inferno.
Apesar de interessante, nenhuma novidade. Classificam a condição afetiva, dessa vez, cientificamente. No geral, avalia os casais como backups evolutivos, com meras necessidades de sobrevivencia e reprodução e que os relacionamentos apenas fazem parte disso tudo.
Tão mais simples seria se nao fossemos bombardeados de termos excessivamente valorativos e charlatãs relacionados ao amor, tais como "grande", "eterno", "belo", "maravilhoso". Como seria simples se nos nossos maiores delírios conseguissemos trocar por "real", "audacioso", "conflitante", "prazeroso-e-infernal". Pode não ser tão doce, mas ao menos saberíamos o que encontrar e que caminho seguir. Olharíamos as pessoas como realmente são e o para-sempre seria o que de fato é: apenas consigo mesmo. Defendo a condição clícica e circuntancial do amor porque com todo o resto é assim. Pq nesse ponto haveria de ser diferente?
Creio que a reportagem tende a ser muito mais informativa que esclarecedora de sentimentos humanos ou do que nos move a certas escolhas. Peca por omissão. Não somos apenas backups evolutivos/reprodutivos. Esqueceram de dizer, na ediçao em discussão, que o início, meio e fim.. fazem parte do "tudo" que sempre chega e que por isso vai, porque essa é a lei. Amores acabam porque cumpriram o seu ciclo. Ponto. E porque, certamente, outro recomeçará (Isso sim é piegas!). Regrinha ilustrada em belos versos do Zeca Baleiro:
"Não fui eu nem Deus, não foi você, nem foi ninguém
Tudo que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer, tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim.
Se ninguém tem culpa, nao se tem condenação
Se o que ficou do grande amor é solidão
Se um vai perder, outro vai ganhar
É assim que e vejo a vida e ninguém vai mudar"
Apesar de tudo, a reportagem esclarece pontos interssantes ou pelo menos tenta justificar nossos comportamentos afetivos. Acredito que qualquer coisa q nos ajude a entender, não o amor, mas a nós mesmos, vale a pena ser lido. E como sou boazinha. Deixo os links para quem quiser saber:
1. o que te faz contar os segundos para estar com o(a) amado(a) - o início
2. mesmo que a paixão tenha diminuído (ou acabado) o que (ainda) te faz olhar pra ele(a) com um doce sorriso amarelo - o meio
3. a explicação para aquela vontade de esganar o namorado ou marido..rs - o fim